Horácio de Queirós Matos nasceu em Chapada Velha (hoje município de Brotas de Macaúbas) em 18 de março de 1882, sendo um dos principais políticos e coronéis do sertão baiano do início do século XX. Foi chefe de um dos principais exércitos de jagunços, envolvendo-se em diversas lutas armadas ao decorrer da vida, inclusive contra a Coluna Prestes.
Seu caminho na política inicia depois de ganhar a patente de tenente-coronel da Guarda Nacional, em seguida herdando o comando da família de seu tio, Clementino Matos. Diante de muitas lutas e vitórias tornou-se senhor absoluto da vasta região da Chapada Diamantina. Mesmo diante de tantos conflitos bélicos, Horácio almejava o desarmamento do sertão e, quando ocorre, é assassinado de forma misteriosa.
Aos 49 anos, 2 de julho, Horácio de Matos é morto com três tiros nas costas, logo pela manhã em Salvador. Ele saia para passear com sua filha quando caiu numa emboscada que o levou a morte. Desde a tomada de poder de Getúlio Vargas em 1930, os dias de Horácio ficaram difíceis. No mês de dezembro daquele ano, ele foi preso na capital baiana, junto de outros líderes da região de suas respectivas cidades. Foi solto, sob condicional, até ser abatido covardemente pelo guarda civil Vicente Dias dos Santos, em crime de encomenda.
Aí se encerrava a vida do ‘Governador da Chapada’. O comandante de um poderoso exército de jagunços, tenente-coronel da Guarda Nacional, senador estadual, aliado de Ruy Barbosa e influente na política brasileira no início da República. Com sua morte, morre o coronelismo no Brasil.
Fonte: Wikipedia.