A Feira Livre de Seabra

Por Henrique Pires

A Feira Livre de Seabra tem sua origem ligada ao declínio do Campestre durante a Guerra dos Coronéis. Tudo começou com as primeiras movimentações de povoamento na Passagem de Jacobina (atual Seabra), nessa época havia uma grande abundância de terras desertas na região, o que acabou atraindo os primeiros povoadores que eram, em sua maioria, portugueses desiludidos com as exigências reais vinculadas à mineração. Aos poucos formam se fixando no local, organizando fazendas de criatório e de lavoura. Passaram a comercializar derivados da mandioca, cana de açúcar, café e fumo para os tropeiros que percorriam a região.

No inicio do século XX o município se consolidou como uma região comercial a partir da agricultura. A produção inicialmente era comercializada na sede de Campestre, sendo utilizado como principal meio de transporte tropas e animais que levavam as mercadorias. O excedente era vendido nos povoamentos de Lençóis, Palmeiras, Mucugê e Andaraí, que trabalhavam exclusivamente na exploração do garimpo de diamantes. Foi então que algo inesperado aconteceu: o Coronel Manoel Fabrício de Oliveira é acuado com toda a população e seus jagunços dentro dos limites do Campestre pelo Coronel Horácio de Matos e seus jagunços. Isso perdurou por 40 dias até Horácio vencer pela fome. Os comerciantes, que também foram impedidos de entrar no Campestre com suas mercadorias, passaram a comercializar livremente sob a cajazeira que ficava na parte inferior da atual Praça de Eventos, dando inicio, assim, à Feira Livre de Seabra.

Fonte: Conselho de Turismo de Seabra.

Henrique Pires

@pires

Gestor de marketing

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